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Parte da Dívida Pública Federal pode ser corrigida pela Selic em até 53%

O interesse dos investidores pelos títulos públicos atrelados aos juros levou o Tesouro Nacional a aumentar a proporção da Taxa Selic (juros básicos da economia) na dívida do governo. A Dívida Pública Federal (DPF) pode alcançar, em 2026, entre 49% e 53% do montante ajustado pela Selic, que está fixada em 14% ao ano.

A nova meta foi apresentada na revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF), que foi divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional. O documento estabelece metas e diretrizes para a administração da dívida pública do governo.

Tradicionalmente, o PAF é publicado em janeiro, mas é revisado no segundo semestre de cada ano. A meta para o montante total da DPF ao final de 2026 continua na faixa de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões, mas a composição da dívida pública foi alterada.

Com o aumento na emissão de títulos vinculados à Selic, a nova revisão resultou em diminuições nas proporções de títulos prefixados e aqueles corrigidos pela inflação.

Revisão dos parâmetros da Dívida Pública Federal:

  • Títulos vinculados à Selic: de 46% a 50% para 49% a 53% do total da DPF;
  • Títulos corrigidos pela inflação: de 23% a 27% para 21% a 25%;
  • Títulos prefixados: de 21% a 25% para 20% a 24%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: sem alterações, de 3% a 7%.

O prazo médio da DPF foi mantido entre 3,8 e 4,2 anos. O Tesouro Nacional divulga apenas o prazo em anos, não em meses.

Diferenças entre os títulos

Os títulos vinculados à Selic estão atraindo a atenção dos investidores devido aos altos juros definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), atualmente em 14% ao ano. O lançamento do Tesouro Reserva, um título atrelado à Selic semelhante aos cofrinhos oferecidos por instituições financeiras, também ajudou a impulsionar a demanda.

Os papéis prefixados (com taxas fixadas no momento da emissão) normalmente oferecem maior previsibilidade em relação à dívida pública, pois as taxas são definidas antecipadamente. No entanto, durante períodos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões tendem a cair, uma vez que os investidores requerem juros mais altos, o que pode afetar a administração da dívida do governo.

A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna ajustados em dólar e pela dívida externa.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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